"Vejo um ramo de amendoeira" (Jr 1,11). Orientações para o regresso às Missas com povo

flor de amendoeiraQueridos paroquianos,

num dos momentos mais críticos da atividade do profeta Jeremias – o tempo que antecede o fim do Reino de Judá (587 a.C.) -– quando a esperança de encontrar fé e segurança em Jerusalém pareciam perdidas por causa do rei da Babilónia que pressionava as portas da cidade, Deus chama Jeremias para ver de uma maneira nova tudo o que está a acontecer à sua volta. À pergunta divina: "Que vês, Jeremias?" o profeta responde: "Vejo um ramo de amendoeira". Amendoeira diz-se em hebraico “shaqued”, que significa vigilante. Então, Deus responde brincando com a ambivalência da palavra: "Viste bem: porque Eu vigiarei “shoqued” sobre a minha Palavra para a fazer cumprir". «Bem» diz-se em hebraico “tôb”; mas “tôb” significa também «belo» e «bom». Jeremias vê, portanto, «bem», «belo» e «bom»! (D. António Couto)

A amendoeira aparece nas Escrituras como um símbolo da esperança, de novidade e vida re(nova)da; afinal, é a primeira de poucas árvores a florir, a despertar, não na bela estação da primavera, mas no tempo frio do inverno. No seu contexto histórico, Jeremias levanta os olhos e vê para lá da invernia, da tempestade, do negro nevoeiro, das densas trevas do inverno e “fixou o seu olhar, lá longe, ou aqui tão perto na frágil-forte-vigilante flor da esperança que a amendoeira representa”. (D. António Couto) Os montes e vales, despidos pelo inverno, à luz da Páscoa do Senhor, ganham uma nova roupagem em tons branco e rosa da amendoeira, assente no tapete da verde esperança.

Este primeiro rebento a despertar no coração do inverno, é símbolo do próprio Deus que está próximo da cada um de nós, da humanidade inteira, para chamar à vida nova. Há um conto que diz o seguinte: «Um velho sábio voltou-se para uma amendoeira e disse-lhe: “irmã amendoeira, fala-me de Deus!” e como resposta, a amendoeira cobriu-se de flores».

Aquele ramo que Jeremias vê recorda-nos que não há tempo, não há estação do ano em que o Senhor da nossa fé não esteja presente. “Que vês?" e mesmo numa situação difícil e dura, eis a flor da amendoeira. Hoje, parece que podemos dizer que o Senhor nos ajuda a ser capazes de ver, de olhar ao nosso redor, de nos interrogarmos, mas também a não esquecer que, mesmo nos momentos mais difíceis e complexos, como estes que vivemos, é possível ver o ramo de amendoeira. O Senhor não nos abandona, pede que nos envolvamos e façamos com responsabilidade a nossa parte.

É com esta imagem de beleza, de esperança e de vida nova que somos chamados a retomar as celebrações comunitárias da Eucaristia. Apesar das muito fortes e rigorosas medidas de prevenção, não devemos perder de vista a beleza do ramo de amendoeira que desperta. Neste inverno duro e rigoroso do Coronavírus (Covid-19), saibamos confiar e ver como Jeremias a oportunidade «do bem», «do belo» e «do bom» que é, seguindo as orientações do nosso Bispo, da CEP e das Autoridades de Saúde, regressar às igrejas e nos (re)encontrarmos. Porque Deus vigia com a Sua Palavra para A realizar e pede-nos que sejamos responsáveis cumpridores da mesma, com bom senso e compreensão da parte de todos.

Assim, é com muita alegria e esperança que a partir deste fim de semana, 30 e 31 de maio, retomaremos as celebrações da Eucaristia; mas para que possamos voltar a estar “juntos”, dentro da «nova» normalidade, convém termos presente alguns aspetos muito importantes:

  • Haverá Equipas de Acolhimento (EA) com a função de acolher, ajudar e orientar todas as pessoas e a celebração. Deixe-se orientar e guiar na indicação do lugar a ocupar.
  • Dado o distanciamento (dito ‘social’) a cumprir (2 metros em todas as direções), para facilitar, os lugares possíveis de ocupar nas igrejas estarão assinalados.
  • De acordo com as orientações, a capacidade das igrejas no seu interior é, aproximadamente, a seguinte: Igreja Matriz: 50; Moure de Carvalhal: 30; Pascoal: 35; Póvoa de Abraveses: 30.
  • A capacidade das igrejas amplia-se dado que as pessoas que vivem na mesma casa podem ficar juntas.
  • Teremos disponível, caso se manifeste necessário, som para o exterior, para as pessoas que fiquem nos adros das igrejas. Dependendo da hora, poderá ser útil vir prevenido com guarda-sol.
  • No exterior devem cumprir-se as mesmas orientações do interior.
  • Os horários das Eucaristias este fim de semana (31 e 31 de maio de 2020) serão os seguintes:
    • Sábado: 18h Igreja Matriz – 19:15h Moure de Carvalhal
    • Domingo: 8.30h Pascoal – 9:45h Póvoa de Abraveses – 11h Igreja Matriz
  • Procure chegar não mais de meia hora antes.
  • Neste primeiro fim de semana não haverá intenções nas eucaristias; futuramente, o pedido de intenções não será, por si só, garantia de que possa ter lugar dentro da igreja na celebração, caso os lugares estejam já ocupados. Poderá vir a limitar-se o número de intenções particulares para evitar maiores aglomerados.
  • A marcação das intenções de missa será feita no exterior da Igreja, no final da Eucaristia.
  • As pessoas idosas e/ou doentes do chamado "grupo de risco" devem evitar e adiar o seu regresso às celebrações, para tempos melhores, ou, eventualmente, participar nos dias de semana.
  • O preceito dominical pode ser cumprido participando numa missa à semana. Assim, se participou ao domingo, deixe que as Missas à semana sejam uma alternativa para quem se viu impossibilitado de participar ao domingo, nomeadamente os mais idosos e/ou pessoas do “grupo de risco”.

Outras indicações:

  • Sejamos compreensivos e acolhedores para com as orientações das Equipas de Acolhimento (EA)
  • Entre pela porta indicada pelas EA.
  • O uso de máscara no interior da igreja é obrigatório. Se não tiver, adquira-a à entrada da igreja.
  • É obrigatório higienizar as mãos antes de entrar na igreja e na comunhão. Se puder, use um aplicador pessoal.
  • Se se sentir mal durante a celebração, saia de imediato.
  • Cumpra as regras da etiqueta respiratória.
  • Movimente-se, respeitando o distanciamento de segurança.
  • Para a comunhão na mão, ninguém sai do lugar: quem deseja comungar fica em pé, quem não o desejar fazer, senta-se.
  • Para comungar (auxiliados pelos elementos das EA):

1º - Retirar a máscara

2º - Higienizar as mãos

3º - Esperar que chegue o ministro ao seu lugar

4º - Comungar na mão

5º - Colocar a máscara

6º - Voltar a higienizar as mãos

  • Saia segundo a ordem e pela porta que lhe for indicada pelas EA.
  • Deixe a sua oferta à saída (não haverá peditório durante a missa).
  • Não devem dirigir-se à sacristia.
  • Evite conversar ou reunir-se à saída. Regresse logo a casa.
  • No exterior, para comungar, sempre na mão, as EA darão as indicações necessárias (fila com distanciamento de 2m entre as pessoas, retira a máscara, higienizar as mãos…)

Outros avisos:

  • Depois deste tempo em que não houve atendimento presencial de Cartório, a partir do dia 3 de junho voltará a haver, habitualmente, atendimento na Igreja Matriz, às quartas feiras, a partir das 20; sendo necessário fazer marcação prévia ligando para o seguinte contacto: .351 969 079 078. Será obrigatório o uso de máscara, distanciamento de segurança, entre outras medidas, no atendimento.
  • Missas feriais (à semana) de 2 a 5 de junho de 2020: terça feira, 19:30h em Pascoal; quarta feira, 19:30h na Igreja Matriz; quinta feira, 19:30h. em Moure de Carvalhal e às 21h na Igreja Matriz; sexta feira, 19:30h na Póvoa de Abraveses.

Conscientes dos constrangimentos que toda esta situação pode gerar, pede-se, a todas as pessoas, compreensão, paciência, serenidade – caridade -na relação com o outro.

A cada semana, iremos avaliando e revendo as medidas agora publicadas.

Sob a proteção de Maria, Senhora dos Prazeres, nossa padroeira, pedimos o dom do Espírito Santo para que, em tudo o que fizermos, seguindo os passos de Cristo, louvemos e glorifiquemos o Pai que está nos Céus.

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